Look do dia: Casaco xadrez

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Brasília foi acometida por um calor desgracento e hoje olhando essas fotos eu fico suando e com saudade do frio.

Fui a poucas festas juninas esse ano, acho que só duas, e quando fui nesse arraiá em pleno agosto achei que pelo menos uma única vez eu deveria incorporar o espírito junino minimamente. 

Investi num look que poderia ser bem básico: camisa e calça pretas. Mas procurei acessórios e uma maquiagem que deixassem tudo mais charmoso, com mais presença. (O cabelo está alisado porque eu tinha feito um trabalho).







Foto: Pedro Magalhães
Camisa: Forever 21
Calça:Tommy Hilfiger
Casaco: NY and Company
Botas: Ramarim

Look do dia: Elefantinhos

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Vez ou outra tenho que criar looks que transitem não somente do dia pra noite mas do ambiente da universidade para algum trabalho que vou fazer em seguida. E nem sempre é fácil, quando penso em algo legal para usar no trabalho é arrumado demais e eu pareceria um alien na faculdade, mas várias vezes já apareceram looks aqui que deram conta desse recado e hoje é um assim também, mas eu fiz uma sutil troca para adaptar a roupa: os sapatos.

Trocar o sapato eu acho que é o elemento mais fácil para fazer uma roupa passear por lugares diferentes e é fácil guardar um sapato no carro ou carregar consigo no ônibus (aqui vos fala sacoleira oficial).

Para o look de hoje foi escolhido esse macacão todo estampado, étnico, exagerado. Combinado com as birkens (que são de segunda mão da mamãe - ótima aquisição) tem uma cara de hippie e frescor para ir pra faculdade e aguentar o calor. Com a sandália de salto e a jaqueta vinho tem excentricidade e elegância para um evento mais arrumado (porque aparentemente na moda toda as esquisitices + salto se tornam um visual arrumado porque você não se rende a convenções e lança tendências).

Pra combinar com a pegada boho desse macacão joguei muitos acessórios porque simplesmente não me encaixa na cabeça que eu só posso usar um acessório de destaque.
















Fotos: Pedro Magalhães
Macacão: Ross
Bolsa: Madden Girl
Birkens: Mr. Foot
Sandálias: Jessica Simpson

Sobre flatforms e correios

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A alguns vários meses eu comprei um par de flatforms neste site chamado Boohoo, tinha achado um par maravilhoso que eu amei e de boa qualidade aparentemente. O site mandou muito rápido e logo elas chegaram para a saga dos correios daqui do Brasil.

O percurso normal é alguns meses parados em Curitiba e depois encaminhado pra sua cidade com uma taxa exorbitante, mas a minha sandália foi pra Curitiba, São Paulo, Rio e depois veio para Brasília. Antes que eu pudesse sequer retirar (fui nos correios no primeiro dia de retirada) eles encaminharam para São Paulo e me confirmaram que foi mandado para lá por erro dos funcionários. Que não era obviamente para ter ido se eu nem tive a oportunidade de pegar.


Fui orientada a fazer um chamado do objeto, e fiz no fim de maio. Eles me disseram que a agência me daria uma resposta em duas semanas por email. Nunca recebi. Liguei incansavelmente com todos os protocolos em mãos e sempre me afirmavam que ainda nãp haviam encontrado meu pacote, que lá deve estar sobrecarregado, etc etc.

Mas depois acompanhando pela internet vi que meu pacote tinha sido encaminhado de volta para a Irlanda! Liguei logo em seguida e me afirmaram que encontraram o pacote -e nunca recebi email nenhum- e mandaram de volta e não havia mais nada que pudesse fazer. Nossa que raiva que eu passei.

O site Boohoo me deu total assistência, eles viram o andamento do meu pacote e me deram a opção de reembolso ou de eu comprar qualquer outra coisa no mesmo valor, o serviço de atendimento deles foi super rápido, recebia as respostas no mesmo dia, disso não tenho nenhuma reclamação. Amei o site e agora já sei que eles são muito prestativos com seus clientes, indico totalmente.

Mas agora estou com mais raiva ainda dos correios, eles já taxavam em valores altíssimos qualquer pacote, aí foi essa palhaçada. E fiquei chateada porque no site que comprei a flatform já não tinha mais a minha numeração, e eu realmente estava atrás de uma (inclusive se alguém souber me indicar uma legal, adoraria saber). Mas não vou deixar as coisas por isso mesmo, como consumidora eu fui completamente desrespeitada pelo correio e espero que isso não aconteça com outras pessoas, foi apenas uma sandália, mas foi meu tempo, dinheiro e expectativas também. E pode ser minha sandália hoje, o instrumento de trabalho de alguém amanhã, sei lá.

Look do dia: Floral gipsy

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Tenho me tornado bastante adepta a algumas referências dessa tendência boho-gispsy que tem aparecido, os maxicolares e saias amplas são coisas que sempre usei, a tendência só facilitou eu encontrar algumas peças com mais facilidade.

O look de hoje é um daqueles que começa com uma peça bem básica: saia longa preta. Pra enfrentar o calor, nada como um cropped, melhor, nada como um biquíni que deixa mais arejadinho. Uma terceira peça sempre deixa a roupa visualmente mais interessante, com mais informação, mas quando está fazendo um calor bagacento é melhor tentar coletes leves; coloque vários acessórios e cá está a fórmula de um look digno de calor e nada básico.

















 
 

Foto/ Photo: Pedro Magalhães
Top: Ali Express
Saia sem marca/ Unbranded skirt
Colete/ Vest: Ross
Colar da 25 de março/ Unbranded necklace

Sobre Cara, book rosa e modelos

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Recentemente bombou a notícia que Cara Delevigne, uma das top models do momento, está se aposentando. Ela explicou que o ramo estava a deixando deprimida, com as com as cobranças de peso, imagem e até assédio sexual. Ela está encaminhando sua carreira para o cinema e já está com vários filmes confirmados para seu início de carreira.

Essa notícia foi bastante chocante para muita gente porque no último ano a Cara bombou e se tornou uma das modelos mais requisitadas do ramo, era queridinha da Chanel e fazia várias campanhas e desfiles de luxo. Se a vida está difícil pra ela, que dirá para nós?

Ela botou a boca no trombone para falar sobre o assédio que as modelos sofrem no meio do ramo, um momento interessante para isso bombar aqui considerando o sucesso da globo, Verdades Secretas, que é uma novela com enredo baseado na vida da modelo Angel que começou a se prostituir dentro do ramo da moda para sustentar sua casa extremamente pobre (e agora tá a maior farofa dela transando com o padrasto - oi?). 



Nunca parei para assistir a novela, tudo que conheço é das conversas alheias e eventuais notícias que aparecem na internet. Mas eu precisava fazer meu desabafo: eu sinceramente acho que a Globo deve odiar a profissão de modelo. É uma batalha árdua para nós lutarmos contra os preconceitos que a profissão tem. Temos de nos provar trabalhadoras honestas, que não temos anorexia e que não nos prostituímos. E essa já não é a primeira vez que a Globo faz isso, também teve a novela de tráfico de modelos para prostituição e alguma com bulimia envolvida.

A Globo é a maior rede de comunicação televisiva do país, ela tem uma grande responsabilidade como veículo de informação e formador de opiniões. Colocar essas coisas nas novelas fazem com que uma grande parte da população tome isso como verdade, uma população que não sabe necessariamente que as novelas são ficções e muita gente que não conhece o meio mesmo. Depois dessa novela muitas agências começaram a se retratar publicamente falando que não fazem isso, muitas modelos, inclusive eu, começaram a ser questionadas sobre book rosa, se é verdade ou não.

Vamos começar falando verdades:

1. PROSTITUIÇÃO EXISTE SIM, como existe em qualquer profissão, como existe em faculdades caras, públicas. Em todo lugar tem alguém que faz isso.

2. BOOK ROSA NÃO EXISTE. Não, você não vai a uma agência e eles te perguntam se você quer fazer parte do catálogo deles de garotas de programa. Isso não existe. O que pode acontecer são pessoas que podem intermediar contatos, alguém que conhece alguém disposto a pagar uma garota e que conhece uma garota disposta a ser paga, mas isso acontece também com drogas e diversas coisas.

3. EXISTE ASSÉDIO, mas é claro. Convivemos em uma sociedade altamente machista, se nós mulheres sofremos assédio na rua vestidas como mendigos, que dirá num meio em que existem tantas mulheres -e homens- bonitos? Conheço várias pessoas que já receberam propostas para fazer programa, mas isso não quer dizer que a pessoa faça. Existe gente pra te oferecer crack na rua, não é por isso que você é obrigado a aceitar.

Eu não sou contra a novela, até porque a comunicação e entretenimento devem ser livres, sem censura, mas é muito delicado o tipo de ficção que eles abordam tendo em vista que o Brasil é um grande público com níveis de conhecimento bem diferentes. É muito fácil plantar a semente do preconceito, da generalização. 

Espero sinceramente que a TV nacional tome rumos diferentes, se torne mais forte da quebra de preconceitos e paradigmas e não fortificando mais ainda isso.